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Hora de voltar

Comecei a escrever esse post uns dois dias antes da volta para o Brasil. Comecei a descrever meus sentimentos e sensações. A ideia era postar no aeroporto de Dallas, já que iriamos ficar, e ficamos, 5 horas aguardando a conexão. Não consegui.  Até tentei, mas estava muito cansada. Tínhamos acordado muito cedo (4 AM) para pegar o voo em Vancouver e juntamente com a ansiedade para chegar logo no BR, não me deixavam escrever.

Na última semana estava muito chorona. Tudo me emocionava. Tudo me trazia lembranças boas do tempo que passamos em Vancouver. O coração apertava quando lembrava da nossa primeira vez em tudo por lá. Coisas cotidianas como pegar ônibus ou ‘seabus’, ir ao supermercado, deixar a Mariana na escola ou andar de bicicleta. Por falar nisso, gostaria de ter andado de bicicleta nessa última semana, mas a temperatura (3 – 5°C) não me deixou, mas para o Welby isso nunca foi empecilho, e ele fez trilha e andou pela cidade. Andar de bicicleta pela cidade, livre e sem medo, podendo ir para qualquer lugar, vai ser umas das coisas que mais vou sentir falta.

Quando decidimos ir para o Canadá, muitas pessoas achavam que o que estávamos fazendo era loucura. Estávamos bem no BR e largamos tudo para ter essa experiência, aprender outra língua e conhecer outra cultura. Confesso que eu, antes de irmos, também me questionava, mas só tenho a dizer que tudo foi ótimo e esse tempo foi maravilhoso para cada um de nós e para a nossa família.

Amigos, fizemos muitos e alguns que com certeza vamos rever em breve ou em algum dia. E sentiremos saudades de todos e lembraremos de todos com muito carinho.

A volta também foi esperada e estava sendo querida. Nesse tempo sentimos muita saudades da família e dos amigos do Brasil. Gostaríamos muito que todos pudessem ter ido para lá para conhecerem e viver um pouco disso tudo com a gente. Mas não deu, né?! Então passei um pouco do nosso cotidiano, viagens  festas,… aqui no blog.

Do Brasil, nosso país, nós também sentíamos falta, mas ao mesmo tempo sentíamos muita tristeza. Tão lindo, mas com tantos problemas. Vivendo tudo isso e em muitos momentos pensávamos: no BR podia ser assim, seria perfeito!

Pois bem, nosso tempo em Vancouver acabou e voltamos! Chegamos a mais ou menos uma semana. Viemos com tanta bagagem que tivemos que alugar um furgão. Lá tem uma empresa que aluga furgão e até pequenos caminhões para as pessoas transportarem as coisas ou fazer mudança. Trouxemos umas 9 malas e três caixas de bicicleta. É, elas vieram com a gente! Foi tudo tranquilo, até no aeroporto aqui no Rio de Janeiro deu tudo super certo.

Agora e hora de curtir o Brasil, a família, os amigos e começar a trabalhar, né?!

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Beijo, Macela

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Publicado por em 10/03/2013 em Sem categoria

 

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Pela Hwy-1….

Domingo, chegamos em Monterrey a noite e fomos direto para o hotel descansar. Na segunda, acordamos e pegamos a estrada para Carmel pela Hwy-1. Eu e a Mariana de carro e o Welby de bicicleta. Marcamos um lugar para nos encontrarmos em Carmel, mas nos encontramos várias vezes no caminho. Logo no começo esperamos ele na praia e depois sem querer nos encontramos na cidade de Monterrey. As vezes na estrada nós passavamos por ele, outras esperávamos ele em algum lugar para tirarmos foto. O trajeto pela Hwy-1 é muito mais bonito porque vai pelo litoral, mas o GPS ficou o tempo todo tentando tirar a gente dela. Esse trajeto que poderíamos fazer em 7 Km fizemos em 30 km, mas valeu muito a pena. A cidade de Monterrey é muito bonita e mais tranquila. Já a cidade de Carmel é muito bonita também, mas é mais badalada. Almoçamos em Carmel e continuamos pela Hwy-1 até San Luis Obispo onde dormimos.Mont_1Mont_2Mont_3Mont_4Mont_5

Acordamos e tivemos uma surpresa… A praia em frente ao hotel que estávamos era maravilhosa, e fomos caminhar na praia antes de pegar a estrada. Mais uma vez, contrariando o GPS, fomos pela Hwy-1. Em Monterrey, paramos para conhecer um pouco da cidade. E achamos muito interessante (porque nunca tínhamos visto) os carros poderem andar no pier. Lógico que nós fomos! No final dele tem alguns restaurantes e lojinhas de suvenir, mas ficamos encantados com a quantidade de pelicanos e gaivotas pescando. A Mariana lembrou do filme Nemo (Disney) e falou que o Nemo morava lá. Amo! Pegamos a estrada de novo até Ventura. A paisagem é incrível, mas o tempo tem estado maravilhoso nessa viajem! De lá, como já estava escurecendo, fomos pelo GPS até Los Angeles.Hwy-1Hwy-1_2Hwy-1_3Hwy-1_4

Beijo, Macela

 
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Publicado por em 16/01/2013 em Sem categoria

 

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San Francisco

Saímos de Eureka em direção a San Francisco e tínhamos duas opções, pegar a US-101 que o GPS indicava ou ir pela CA-1 que vai pelo litoral. Normalmente o GPS indica o caminho mais rápido e mais fácil, mais queríamos ir apreciando a costa do Pacífico e optamos pela CA-1. Pegamos ela no seu início ao norte. Ela começa dentro de um parque, e leva uns 50 Km até chegar a primeira praia. Neste percurso, estava sol e o trajeto estava lindo. A estrada é de mão dupla, bem sinuosa e estreita o tempo todo. Durante o trajeto até San Francisco por várias vezes o GPS tentou nos tirar dela, mas insistimos até o final. Confesso que levamos um tempo muito maior do que planejávamos, mas vimos praias, cidades e vista lindas e paramos várias vezes para curtir isso. O tempo estava mais ou menos no começo querendo sair um solzinho, mas foi mudando, fechou e ficou bem frio, mas não chegou a chover. O sol, ainda apareceu e vimos um lindo por do sol. Chegamos a San Francisco e já estava escuro. Saímos para comer alguma coisa e fomos descansar para o dia seguinte.

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Quarta, acordamos pegamos as bicicletas e fomos andar pela a cidade. Pegamos uma rota pela margem da Baia de San Francisco em direção aos Piers. Tem pier que é fechado, tem pier que tem visitação de barcos antigos, tem pier que tem restaurantes, tem pier que parece um shopping,… enfim, paramos em praticamente todos até o 39. No Fisherman’s Wharf paramos para comer no Boudin Bakery. É uma padaria que faz uns pães deliciosos e com formatos diferentes como: urso, caranguejo  lagosta e vários bichos. Mas o melhor, foi a sopa de moluscos que eu comi. Já comi várias em Vancouver, mas essa foi a melhor. Eles ainda servem dentro do pão…. hummmm. O tempo mudou e uma chuvinha fina começou a cair, tínhamos feito outro palejamento, mas com chuva, não ia dá. Então, resolvemos pegar o bondinho que anda pelas ladeiras da cidade. Divertido! Mariana adorou! Descemos no centro, aproveitamos para comer nossas tortas favoritas (Cheesecake Factory) e conhecer um pouco da cidade a pé, pois já tinha parado de chover. Voltamos, já estava escuro, cansados e fomos em uma pizzaria perto do hotel. Pizza deliciosa e bom vinho para fechar o dia.

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Quinta, acordamos e o céu estava sem uma nuvem. Pegamos novamente nossas bicicletas e fomos em direção a ‘Golden Gate Bridge’, muita gente fez a mesma coisa e estava bem cheia, além de muitas pessoas a pé também. Imagino no verão, deve parecer a ’25 de março’ na véspera do Natal! Detalhe é que nunca vi tanto brasileiro sem estar no Brasil. Todo lugar que parávamos escutávamos alguém falando em português, fora os que nem precisam abrir a boca para a gente saber que são brasileiros. Percorremos a ponte inteira ida e volta e fomos novamente pela margem da Baia de San Francisco até a ponte a ‘Oakland Bay Bridge’. Uma outra ponte linda, mas essa não pode ser percorrida de bicicleta. Ela fica ao lado do Ferry Building Marketplace, o mercado municipal ‘chique’ daqui. Lindo, e tudo orgânico e delicioso. Almoçamos e a Mariana tomou sorvete. Voltando, paramos novamente no PIER 39 para cumprir uma promessa feita no dia anterior para a Mariana: andar de carrocel. O carrocel tem dois andares e é lindo. Eu aproveite e fui junto. Ela ficou encantada! Depois, hora de voltar para o hotel porque no dia seguinte tinha mais.

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Acordamos cedo e fomos conhecer Alcatraz. Para quem não sabe, é uma ilha que tem uma prisão desativada que era de segurança máxima, e é famosa por filmes que foram feitos sobre os presos e as fugas. Tem uma área verde ao redor bem bonita, mas o interessante mesmo é o presidio. Quando entramos recebemos um ‘headphone’ em que eles vão nos guiando e contando histórias do lugar, presos falam sobre fugas, escutamos sons…. parece que estamos vivendo a época. Valeu muito a pena. Eu escolhi o áudio em português. Estava com preguiça, tinha acordado cedo e estava sem saco de ficar traduzindo e perdendo partes da história. O Welby e a Mariana foram de inglês. Saímos de lá e fomos conhecer a ‘Lombard Street’. É uma rua que tem uma ladeira ingrime em que os carros passam em zigue-zague. O Welby foi descendo de carro com a Mariana e eu fiquei tirando as fotos. Voltamos novamente hoje ao Pier 39 para almoçar e para ver os Leões Marinhos que ficam pegando sol, brincando, brigando e até fazendo pose para fotos. Uma graça! Pegamos a estrada novamnente e a próxima parada é Napa Valley….SF3SF3_2SF3_3

Beijo, Macela

 
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Publicado por em 11/01/2013 em Sem categoria

 

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Passeando em Barnston Island

Agora ando sempre atrasada nos ‘posts’, mas vamos lá….

Domingo passado, nós tínhamos combinado com a Carla e o Saulo de fazermos alguma coisa com as crianças. A Ana e o Daniel, outra família de brasileiros que moram aqui com os fllhos (Lucas e Amanda), convidaram eles para conhecer a Barnston Island, uma ilha que fica na área metropolitana de Vancouver, e fomos todos. Para chegar, pegamos uma balsa pequena que cabem dois carros e várias bicicletas, e a travessia é rapidinha e deve levar uns 4min, mas para as crianças já é uma aventura. A ilha é bonita, tem várias fazendas e é pequena, demos a volta nela, e deu em torno de 8 km. Lá é ótimo para andar de bicicleta com criança, porque o percurso é curto, e é bem tranquila porque quase não passa carro e não tem subidas. Paramos várias vezes, a primeira foi para fazer um piquenique na frente de uma praia onde as crianças ficaram brincando, depois para alimentar cabras e bodes, logo depois para colher e comer maçãs na estrada e paradas normais com crianças. Uma coisa  interessante é que na fazenda onde ficam as cabras e bodes, na beira da estrada, o fazendeiro colocou uma máquina na qual coloca-se uma moeda de $0,25 e sai ração para alimentarmos os bichos, as crianças adoraram, mas nós (pais) tínhamos que nos virar para acharmos moedas para colocar na máquina!!! Foi uma tarde muito gostosa.

Beijo, Macela

 
 

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Indo de bicicleta para a escola

Essa sexta, fomos de bicicleta para a escola. Deixamos a Mariana na escola dela com seu ‘trailer’ e fomos para a nossa. Nós nunca tínhamos ido de bike. Fomos porque teria um passeio com os alunos pelo Stanley Park. Poderíamos ter ido de ‘seabus’, mas fui voto vencido e fomos pela ‘Iron Workers Memorial Bridge’. Eu nunca tinha andado de bike por essa ponte. Ela tem uma subidinha longa e confesso que cansei e suei, apesar do frio, mas não desisti.

Quando acabou a aula resolvemos ir almoçar em algum lugar perto do local onde o pessoal ia alugar as bikes. Chegando lá, descobrimos que era em frente a um restaurante brasileiro, o Rio Steakhouse, que os alunos brasileiros da escola vão direto, mas ainda não tinhamos tido curiosidade de ir, até porque, como cozinho em casa, sempre tem arroz e feijão e isso não está me fazendo falta. Então, já que estavamos lá, resolvemos experimentar. É uma churrascaria, que serve carne no espeto, tem um buffet com arroz, feijão e farofa…. hummmm, vou contar que a farofa estava uma delícia. O resto estava bom, mas nada extraordinário. Todos os funcionários são brasileiros. Tirando a garçonete que era muito ‘marrenta’ o atendimento foi bom e o preço para Vancouver também.

Encontramos o pessoal da escola, fizemos nosso passeio no Stanley Park, o Welby ainda foi jogar bola com os meninos e eu fui buscar nossa princesa. Mas eu deixei a bike em casa e fui de carro….. hahahahaha!

Beijo, Macela

 
 

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Conhecendo Victoria Island

No domingo passado acordamos cedo para viajar. Saímos ainda estava escuro. Isso me fez lembrar quando era criança e saiamos sempre muito cedo para viajar.

Nós fomos para Victoria e voltamos na segunda. Essa cidade fica a 125 km de North Vancouver, mas esse percurso leva aproximadamente três horas para ir e três para voltar. Ela é uma ilha e uma parte do percurso fizemos de ‘ferry boat’. A paisagem é linda! A Mariana adorou a história do carro ir no barco! Mas até eu e o Welby ficamos adimirados, porque não é um ‘balcinha’ é um navio, enorme! Em baixo vão ônibus e caminhões, no meio os carros e nos andares de cima tem poltronas para as pessoas ficarem, restaurantes, lugar para as crianças brincarem, internet grátis,…. E eram muitos carros, não sei nem dizer a quantidade. Me fez lembrar filmes de ação e suspense que acontecem em ‘ferry boat’….. hahahahaha, acho que estava saudosista neste dia! Chegando lá, pegamos a estrada em direção a cidade, uns 25km. No meio do caminho vimos uma fazenda que é como um museu sobre coisas de fazendas, aberto ao público e fomos lá conhecer. Nesse lugar Heritage Acres, tem várias máquinas antigas usadas em fazenda no passado mas que lá eles mantem elas funcionando e vc pode ver tudo exatamente como era no passado, máquinas a vapor, máquinas a manivela, ferreiro, comidas típicas e um trenzinho muito divertido que percorre uns 1,5km passando por uma estrada férrea toda projetada por eles, muito legal!

Chegando na cidade, pegamos nossas bicicletas e fomos almoçar e conhecer a cidade. Victoria, lembra algumas cidades da Europa, é muito bonita. Por ser uma ilha, tem muitos restaurantes locais com frutos do mar fora as cadeias de restaurantes do Canadá. O Welby não pode comer frutos do mar por causa da alergia, mas encontramos um que tinha as duas coisas e era delicioso, recomendo o Nautical Nellies. Andando pelo centro tinha umas pessoas fazendo desenhos com giz e cera no asfalto e giz para quem quisesse desenhar. A Mariana deixou sua marca também! Depois, de bicicleta, fomos costeando e conhecendo um pouco da orla e praias de Victoria.

Segunda, após um café reforçado no hotel, pegamos nossas bikes, rodamos mais pelo centro e fomos ao Royal BC Museum que estava tendo uma exposição sobre Dinossauros que eu queria muito levar a Mariana. Ela interagiu e curtiu muito. Além dessa, tem também umas exposições permanentes. Na de História Natural os bichos parecem de verdade, o cenário, os sons e até o clima muda. Na de História Moderna, vem voltando no tempo uns 100 anos para cá, e alem de contar a história, retrata as cidades de época, também com sons e cheiros que parecíamos que estávamos vivendo na época. Tinha um mini cinema antigo, passando o filme ‘Em busca do ouro’ com Charlie Chaplin, a Mariana deu muita risada e nós também.

Depois fomos fazer um passeio de barco para ver as orcas. Achei que era uma coisa assim, vamos mas não sei de vocês vão ver. Mas não é assim, fomos e vimos. Devia ter de 6 a 8. Na volta para pegar o ‘ferry boat’ de volta passamos por uma plantação de aboboras e demos uma paradinha. Depois disso, cansados, voltamos para casa porque no outro dia todo mundo tinha aula, né!!!

Beijo, Macela

 
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Publicado por em 22/09/2012 em Sem categoria

 

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Welby no Gran Fondo Whistler 2012!

Sábado o Welby participou de GranFondo Whistler. É descrito como passeio ciclistico, mas tem largada, chegada e medalhas. Ele acordou muito cedo. A largada dele era as 6:45 da manhã em ‘downtown’. Ele saiu de casa ainda estava escuro e pegou o ‘Seabus’ achando que ia ser o único, mas estava lotado de ciclistas. Eles saíram de ‘downtown’, atravessaram a ‘Lions Gate Bridge’ e rumaram para Whistler. A estrada é linda (já coloquei fotos dela no blog), mas é cheia de subidas e leva 128km para chegar em Whistler. Eu e a Mariana fomos depois, de carro, para pegar ele. A estrada estava com cones, dividindo o trajeto de Vancouver até lá. Haja cones! Mutas pessoas com faixas de incentivo, bandas tocando,… uma festa, mas por conta disso, o transito estava terrível. Ainda tinha muita gente correndo, outras com caimbra e outras empurrando a bicicleta. A Mariana ia o tempo todo procurando o pai, como ela não achava, falou: Mamy o dady vai chegar em primeiro lugar! (Linda!) Queria ter fotografado ele na estrada e na chegada, mas demorei mais tempo de carro do que o primeiro colocado! Eram em torno de 7.000 participantes e meu campeão chegou em 3.058 em 5:10h de prova. Achei que quando eu chegasse lá ele ia estar cansado, nada, feliz da vida e nem parecia que tinha pedalado essa distância toda. Já que estávamos em Whistler, e adoramos essa cidade, resolvemos curtir um pouco e fomos para o ‘Alta Lake’ para o descanso do ‘guerreiro’. Lógico que a Mariana adorou e a água estava uma delícia!

Beijo, Macela

 
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Publicado por em 09/09/2012 em Sem categoria

 

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